23 de janeiro de 2011

Estudantes dos EUA passam verão no Brasil com aulas e trabalho social

Estudantes de universidades top dos Estados Unidos estão interessados em estudos e trabalho no Brasil. Na última semana, um grupo da Universidade Harvard, considerada a melhor do mundo, desembarcou no país para aprender português e fazer trabalho social. Outro grupo chegou do conceituado Massachusetts Institute of Technology (MIT) para conhecer uma favela e desenvolver projetos sustentáveis que melhorem a vida dos moradores locais.

O interesse de estudantes, professores e pesquisadores estrangeiros pelo Brasil cresce com o desenvolvimento econômico e a proximidade das Olimpíadas e da Copa do Mundo no país, segundo o gerente do escritório da Universidade Harvard em São Paulo, Tomás Galli de Amorim. A instituição tem vários programas diferentes de estudos, trabalho e pesquisa no Brasil.

Para o programa de estudos da língua portuguesa aliado a trabalho social, houve 60 inscrições para 15 vagas, segundo Aaron Litvin, coordenador do programa de estudos brasileiros do centro de estudos latino-americanos de Harvard, chamado David Rockfeller Center for Latin American Studies.

O grupo está em Florianópolis, onde estuda pela manhã e trabalha à tarde na colônia de férias da ONG Cedep, no bairro Monte Cristo. Os jovens participam de atividades de leitura, música, dança, esportes e aulas de inglês e português. “Esse programa é um ponto de partida para poderem prosseguir os estudos sobre o Brasil”, disse Litvin.

Fazem parte da turma alunos de vários cursos como ciências sociais, ciência política, economia e literatura. Além dos Estados Unidos, há jovens de Canadá, México, Quênia, Romênia, França, Bahamas e Bolivia.

“A participação em um programa social ajuda os estudantes a ter uma visão da realidade brasileira e contribui para poderem entender questões de desigualdade social e a importância de contribuir para a inclusão, a educação e a criação de oportunidades no Brasil”, disse Aaron.

O aluno do curso de história de Harvard Ben Wilcox, de 20 anos, faz parte do grupo de estudantes que está em Florianópolis. Antes de vir ao Brasil, o norte-americano de Chicago estudou português por três semestres. “O mais interessante é poder praticar com os meninos. É mais difícil”, disse Wilcox.

Entre uma atividade e outra na ONG, o estudante disse que aproveita para divertir as crianças jogando basquete. “Eles gostam de ver um americano de dois metros de altura jogando”, afirmou. Diversão à parte, Wilcox planeja escrever sobre favelas brasileiras na tese final da universidade.

“Pretendo voltar em julho para trabalhar em São Paulo e pesquisar mais sobre favelas. Já estudei favelas do Rio de Janeiro, mas não sei nada sobre as de outras cidades. É muito mais complicado do que usualmente é entendido nos Estados Unidos e mesmo no Brasil”, afirmou.

Soluções
Enquanto os jovens de Harvard estudam em Florianópolis, um grupo de alunos do Massachusetts Institute of Technology (MIT) passou duas semanas imerso na realidade de um bairro pobre de Embu das Artes, em São Paulo, em busca de soluções sustentáveis que pudessem melhorar a condição de vida dos moradores.

O trabalho foi feito em parceria com estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), além da ONG Família Inês, formada por jovens do bairro Santo Antônio.

Os jovens, 12 deles do MIT, passaram a primeira semana conhecendo os problemas e a segunda semana desenvolvendo projetos de melhoria nas áreas de água, energia, lazer e moradia. O programa do MIT envia estudantes de engenharia e outras áreas de exatas todo ano para países diferentes, como Índia, Tanzânia e Brasil. Vieram ao país alunos americanos, da África do Sul, de Gana, além de brasileiros.

Karine Tiemi Yuki, de 19 anos, que faz o segundo ano de graduação no MIT, é de São Paulo. Ela lidera o grupo da universidade no projeto. Na universidade, o foco principal dos estudos dela são as áreas de ciências políticas e física. “No ano passado fui à China. Neste ano, fiz questão de vir para o Brasil, porque é meu país”, disse.

Estudantes de universidades brasileiras aproveitaram a oportunidade para fazer contatos. Felipe Hessel de Paula, de 19 anos, que faz o primeiro ano de ciência da computação na UFSCar, fez questão de participar quando soube que haveria estudantes do MIT. “Queria ter contato com estrangeiros”, afirmou.

Charles Cristian Miers, de 36 anos, que faz doutorado em engenharia da computação na USP, participa pela primeira vez do projeto. “Pretendo aplicar os conhecimentos que tenho nos projetos”, disse.

Os projetos do grupo resultaram na construção de um parque para as crianças, em melhorias no campo de futebol, em um guia para o tratamento de água, manuais e protótipos para a confecção de uma tampa para poços e uma bomba d’água.

Doações dentro e fora da comunidade, mão de obra dos próprios moradores, material reciclado e materiais descartados foram algumas das soluções encontradas pelas equipes para contornar obstáculos financeiros, segundo Miguel Chaves dos Santos, de 25 anos, formado em mecatrônica pela USP e coordenador do projeto.

"O objetivo mais importante é trabalhar com os moradores da comunidade e não trabalhar para as pessoas da comunidade. O incentivo a essa atitude é essencial em comunidades mais pobres para mostrar que é possível desenvolver e implementar soluções sem a necessidade de sempre esperar por orgãos governamentais", disse Miguel.

Fabiano Malaquias Souza da Conceição, de 30 anos, é um dos criadores da ONG Família Inês, que tenta tirar crianças e adolescentes da rua. Apenas com investimentos dos próprios integrantes e por moradores do bairro, a ONG promove cursos, como música e artesanato, além de eventos para os 30 participantes de 11 a 17 anos, com a ajuda de voluntários. “Já procuramos o poder público, mas só tem promessa. Acham que somos um bando de moleques”, afirmou.

A ONG é formada por oito jovens do bairro que conseguiram chegar à faculdade e querem fazer outros estudantes da região a acreditar que podem fazer o mesmo.


Fonte: G1

11 de janeiro de 2011

Lâmpadas incandescentes serão retiradas do mercado até 2016

As lâmpadas incandescentes comuns serão retiradas do mercado até 2016, conforme portaria interministerial de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia e Indústria e Comércio, publicada no Diário Oficial da União. O objetivo é substitui-las por modelos mais econômicos.

A medida, aliada ao Programa de Metas das Lâmpadas Fluorescentes Compactas, fará com que o País economize cerca de 10 terawatts-hora (TWh/ano), até 2030. De acordo com a Agência Brasil, essa economia equivale a mais que o dobro conseguido com o Selo Procel.

Serão retiradas do mercado as lâmpadas incandescentes de uso geral, exceto as com potência igual ou inferior a 40 Watts, as específicas para estufas, as que são refletoras, defletoras ou espelhadas, entre outras.

Segundo técnicos do Ministério de Minas e Energia, se entre 30 de junho de 2012 e 30 de junho de 2016 não aparecer uma nova tecnologia que torne as lâmpadas incandescentes mais eficientes, esse produto será banido do mercado.

Lâmpadas

Existem 147 modelos de lâmpadas incandescentes, de quatro fabricantes diferentes, no mercado brasileiro.

A estimativa é que essa lâmpada seja responsável por 80% da iluminação residencial no Brasil, sendo que são consumidas cerca de 300 milhões de lâmpadas incandescentes e 100 milhões de lâmpadas fluorescentes compactas.

Junto com a evolução da tecnologia nos sistemas de iluminação, aumentou a preocupação com a falta de energia e a busca por soluções que abrangem a boa iluminação, equipamentos mais eficientes e formas inteligentes de utilização.

As lâmpadas fluorescentes compactas podem fornecer quantidade maior de luz com um custo energético inferior à tecnologia incandescente.


Fonte: UOL Notícias

Para empresários, sustentabilidade é sinônimo de oportunidades.

Executivos da Natura e do Boticário afirmam que setor privado deve "abraçar a bandeira verde" para sobreviver na nova economia

Estimular o crescimento com sustentabilidade não é apenas um desafio para os governos mundiais, mas uma pauta inadiável nas agendas das principais companias. Poucas, entretanto, são as que incorporam o pensamento verde nos seus modelos de negócio. "Há muita incoerência entre o que é dito e o que é feito”, afirma Malu Nunes, gerente de Responsabilidade Social Corporativa e Sustentabilidade do Grupo Boticário.

Para a empresária, não basta usar papel reciclado, estimular funcionários ao trabalho voluntário ou fazer ações sociais na comunidade vizinha. "É preciso integrar a responsabilidade sócio-ambiental no processo de produção da empresa e na relação com stakeholders". Malu Nunes participou de uma mesa no EXAME Fórum Sustentabilidade 2010, em São Paulo, junto da ex-secretária de Biodiversidade e Floresta do Ministério do Meio Ambiente, Maria Cecília Wey de Brito, e do Co-presidente do Conselho de Administração da Natura, Pedro Passos.

Segundo Passos, que também preside o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), muitos empresários ainda acreditam que incorporar ações verdes no plano de negócio representa apenas um aumento de custos. Mas não é. "Desenvolver um negócio sustentável não reflete apenas na redução de impactos ambientais, mas na reputação e valor de mercado da empresa", afirmou. " O problema é que a sustentabilidade ainda está sendo encarada pelo lado do custo, e não pelo da oportunidade. Temos que reverter essa abordagem", disse Passos.

Biodiversidade brasileira e a nova economia

Implementar efetivamente os princípios da Economia Verde não é tarefa simples. As estruturas públicas de hoje ainda possuem uma abordagem tradicional de desenvolvimento sustentável. Prova disso, segundo Maria Cecília Wey de Brito, é a dificuldade de se reconhecer a fundo a riqueza da biodiversidade brasileira pelo seu valor econômico. "O governo precisa entender que biodiversidade é capital de fato e deve ser incluído no processo de planejamento", defende.

Segundo a ex-secretária de Biodiversidade e Floresta do Ministério do Meio Ambiente, a biodiversidade ainda não conseguiu se transformar em uma "moeda universal", como o clima, que é mensurado em carbono. Maria Cecília disse que o Brasil carece de políticas públicas que levem em consideração a variável ambiental de seus projetos. "Se a biodiversidade fenece, ela arrasta consigo várias atividades econômicas", afirmou. "Meio ambiente e economia estão interconectados e a demanda da população por uma produção sustentável só tende a aumentar".

Na opinião do empresário Pedro Passos, o Brasil tem uma posição exemplar pra protagonizar a nova economia por sua riqueza natural, mas deverá investir pesado no desenvolvimento de novas tecnologias. " O país pode se tornar um dos primeiros pólos de biotecnologia no mundo, liderar o setor de bioenergia e o de produtos sustentáveis", afirma. "Temos uma excelente oportunidade. Espero que não a deixemos passar", concluiu.


Fonte: Revista Exame

9 de janeiro de 2011

Projeto incentiva reciclagem de aparelhos eletrônicos

Ideia é transformar resíduo em matéria-prima para o desenvolvimento de ações sociais e de inclusão digital

O setor de tecnologia da informação e comunicação (TI) nacional deverá aprofundar, a partir de janeiro próximo, o projeto Reciclaação, que objetiva difundir o hábito de reciclar eletrônicos em todos os locais em que aparelhos eletrônicos estejam em uso.

Criado pela RioSoft, agente do programa Softex do governo federal no Rio de Janeiro, o projeto visa a estimular entre as empresas o descarte correto e a reciclagem, reduzindo as agressões ao meio ambiente.

“A gente quer motivar uma ação que seja não apenas das empresas filiadas. Queremos que as empresas motivem os seus funcionários e clientes”, disse o presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro (Seprorj), Benito Paret. A entidade é uma das líderes do projeto, que está sendo formatado.

Paret destacou que o Reciclaação não é uma ação isolada. “O conceito é que seja um movimento permanente de diminuição do lixo eletrônico que está sendo desperdiçado. A ideia é que isso não seja uma ação pontual.”

O projeto propõe a transformação do resíduo eletrônico em matéria-prima para o desenvolvimento de ações sociais e de inclusão digital.


Fonte: Agência Brasil

3 de janeiro de 2011

C&C lança campanha e recolhe lixo eletrônico

A maior rede de materiais para construção C&C Casa e Construção lança, nesse mês de dezembro, com a parceria da Conversa Sustentável um mutirão de lixo eletrônico, que começará a ser aplicado na loja Nova Tietê em São Paulo, SP. Nesta unidade, que se localiza na Marginal Tietê, 7207, haverá um ponto de coleta onde poderá ser depositado o lixo eletrônico indesejado, o qual terá um descarte correto. Mauro Florio, diretor de marketing da rede afirma: “Buscamos, com esta iniciativa, gerar uma oportunidade prática para que as pessoas possam viabilizar suas atitudes sustentáveis, dando a elas um local para o descarte”.

O lixo destinado à unidade Nova Tietê não terá custo e será coletado pela empresa Recicla Mais, especializada em soluções e em destinação de resíduos eletrônicos. Além disso, será emitido, para as pessoas que trouxer o lixo eletrônico, um certificado de destinação adequada. “É importante a emissão deste documento porque atesta a responsabilidade do programa junto à comunidade”, explica o gerente da loja Nova Tietê, Marcos Preto. A iniciativa da unidade Nova Tietê, complementa Florio, pretende servir de referência no recolhimento e devida destinação do lixo eletrônico, e com isso, chamar a atenção para o problema que tende a aumentar com a expansão do consumo destes produtos.

Serão coletados todos os tipos de lixo eletrônico, assim como computadores (monitores, CPUs e periféricos), notebooks, modens, hubs, telefones celulares, carregadores, impressoras, scaners, telefones fixos, aparelhos de fax, de som, de DVDs, vídeos-cassete, câmeras de vídeo e fotográfica, cabos, estabilizadores, nobreaks, roteadores, home theaters, projetores, calculadoras e agendas eletrônicas, entre outros. . O lixo eletrônico poderá ser entregue de segunda à sábado, das 8h às 23h, e no domingo das 9h às 20h. O programa contará com apoio da Arno, Consul, Llum Bronzearte e Philips.

Além disso, a loja Nova Tietê é o primeiro home-center de materiais de construção no Brasil a seguir diretrizes de construção sustentável desde sua concepção. Todo o mobiliário foi fabricado com madeira certificada, evitando uso de matéria-prima vinda de cortes ilegais. A C&C investiu ainda em recursos limpos e renováveis. Uma torre eólica e um sistema de captação de energia solar produzem parte da energia elétrica utilizada no local. A loja ainda conta com uma estação de reciclagem, onde os visitantes podem descartar lixo, incluindo pilha, baterias e lâmpada fluorescente. Um sistema de captação armazena a água da chuva para ser utilizada na irrigação do jardim e na lavagem do estacionamento da loja.

28 de dezembro de 2010

Menos desmatamento, mas legislação ambiental em risco

Lula deixa Brasil com menos desmatamento, mas legislação ambiental corre risco.

O grande trunfo da área ambiental nos oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a queda do desmatamento na Amazônia Legal. Em 2010, o bioma perdeu 6.451 quilômetros quadrados (km²) de floresta, chegando à menor taxa em 23 anos de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em 2003, primeiro ano do governo Lula, o desmate atingiu 25,3 mil km².

Por trás da redução do desmatamento estão as políticas adotadas pelos ex-ministros do Meio Ambiente, Marina Silva e Carlos Minc, principalmente a ampliação de operações de fiscalização, a criação de áreas protegidas em regiões críticas e as medidas de restrição ao crédito para os desmatadores.

Além da Amazônia, na gestão de Lula o governo passou a monitorar outros biomas e a partir de 2011 deve ter dados comparativos anuais para direcionar e avaliar as estratégias de combate ao desmatamento em todas as regiões do país.

Na conta ambiental do governo Lula também entram o aumento da produção e uso de biocombustíveis – principalmente o etanol – e a criação de áreas protegidas. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), cerca de 75% dos 700 mil km2 de áreas protegidas criadas em todo o mundo desde 2003 estão localizados em território brasileiro.

Para o diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Paulo Moutinho, a posição do Brasil na negociação internacional sobre mudanças climáticas também avançou durante o governo Lula, em especial no segundo mandato. O país reviu posições conservadoras, assumiu compromisso internacional de reduzir as emissões de gases de efeito estufa até 2020 e criou uma legislação nacional para o setor.

“No início do governo Lula havia muita resistência do Brasil em tratar da questão da mudança do clima de forma mais proativa, era um discurso na defensiva. Passamos de uma posição extremamente conservadora e cautelosa para outra de liderança”, disse.

Apesar dos números positivos, a política ambiental dos últimos anos foi marcada pela ambiguidade, na avaliação de ambientalistas. No centro da contradição está o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), criado para espalhar grandes obras de infraestrutura pelo país, muitas vezes à revelia da conservação ambiental e do interesse de populações tradicionais.

O licenciamento ambiental foi palco de disputa entre técnicos e políticos e motivou seguidas ações do Ministério Público Federal (MPF) questionando a legitimidade das autorizações concedidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Em oito anos, o embate entre a área desenvolvimentista e o Ministério do Meio Ambiente veio a público em episódios como os impasses para o licenciamento ambiental das hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, e mais recentemente da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará.

Na avaliação do assessor de Políticas Indigenista e Socioambiental do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Ricardo Verdum, os conflitos socioambientais por causa de grandes obras são o maior passivo ambiental do governo Lula. “Nesses anos se observou um relativo desrespeito às populações atingidas. As comunidades têm sido desconsideradas, desrespeitadas e manipuladas no processo”, afirmou.

Ao fim do governo Lula, outra ameaça para as conquistas ambientais dos últimos anos ganhou força com a tentativa de aprovação da flexibilização do Código Florestal. A base governista nunca se posicionou diretamente contra as mudanças na lei e no apagar das luzes do ano legislativo, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), tentou negociar a votação do projeto para agradar a bancada ruralista.


Fonte: Notícias Uol

21 de dezembro de 2010

O apocalipse das sacolas de plásticos.




Consumidores e governo se preocupam com o destino e produção das sacolas plásticas

Nas décadas de 70 e 80, as sacolas de plástico se tornaram necessidade e hoje são um hábito que pede mudanças. A discussão sobre sua adoção e destino após o uso está cada vez mais próxima dos consumidores. O que antes era mais abordado entre as empresas, hoje preocupa também quem as usa no dia-a-dia.

No Brasil, algumas medidas estão sendo tomadas para diminuir a produção, principalmente em supermercados, onde são mais utilizadas. Semana passada, a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) anunciou metas que pretendem reduzir em 40% o emprego dos sacos plásticos no setor supermercadista até 2015. O consumo consciente será estimulado também pela criação do Manual de Ações de Boas Práticas, para funcionários e consumidores.

Alguns países já adotaram atitudes para conter o aumento dessas sacolas. A Irlanda foi o primeiro país a controlar a produção através de medidas do governo, introduzindo em 2002 a PlasTax. É um imposto cobrado dos consumidores, 0,15 € a cada unidade. O resultado foi a redução de 90% no consumo das sacolas plásticas e a arrecadação de 23 milhões de euros destinados a projetos ambientais.

Hábitos dos consumidores

Alguns hábitos relacionados ao uso das sacolas de plástico são recorrentes no Brasil. Desde sua utilização como recipiente para guardar resíduos ou recolhimento de dejetos de animais, os consumidores vêem o benefício do plástico gratuito dos supermercados por não precisarem comprar sacos específicos para esses fins.

Apesar do costume, segundo a pesquisa Sustentabilidade Aqui e Agora, do Ministério do Meio Ambiente, a proibição das sacolas plásticas é aprovada por 60% da população. Indica também que 21% não sabe como descartar o lixo sem as sacolas.

Algumas dúvidas são recorrentes, como a diferença entre as sacolas de supermercado e os sacos de lixo. Apesar dos dois serem de polietileno, os sacos específicos para resíduos tem a vantagem de possuírem um ciclo de vida mais curto. Eles cumprem a sua missão de descarte enquanto as sacolas, além do hábito de embalar o que já foi consumido, cumprem a função de embalagem de produtos a serem transportados.

9 de dezembro de 2010

Faça seu lixo gerar renda

Projeto da ONG ‘Doe seu Lixo’ está ao alcance de qualquer um. Basta fazer cadastro para ter material reaproveitável retirado de casa. Resíduos garantem subsistência de muitos.

O lixo caseiro que vai para a caçamba da coleta pública — em geral sem o menor critério de seleção —, após separação adequada, pode se transformar em matéria-prima e gerar trabalho e renda para famílias com poucos recursos. A ONG ‘Doe seu Lixo’ tornou a proposta realidade há seis anos. More em casa ou apartamento, qualquer um que vive no Rio pode se cadastrar para ter resíduos recicláveis retirados e vê-los ganhar valor.

A ‘Doe seu Lixo’ surgiu da preocupação da atriz Isabel Fillardis com o meio ambiente e a população de rua. Apoiada pelo marido, Julio Cesar Santos, secretário geral da ONG, ela começou a bater à porta de empresas para obter doadores e colaboradores. “O primeiro objetivo era gerar emprego e renda, o segundo, dar destinação adequada aos resíduos. A Isabel saiu a campo para abrir portas e, desde então, o projeto já tirou 650 pessoas da rua, que foram transformadas em agentes ambientais”, orgulha-se Julio Cesar.

Com a conquista de parceiros de peso, como a Coca-Cola Brasil e o Banco Itaú, a ONG profissionalizou-se, expandiu-se e ganhou status de programa de qualificação. “Passamos a ser procurados não mais apenas por catadores de rua, mas também por chefes de família desempregados, por exemplo. Pessoas que simplesmente queriam fazer do segmento uma alternativa de trabalho. Para atender a essa nova demanda, foi montada uma grade de treinamento, que aborda separação de resíduos, recuperação de áreas degradadas, limpeza de galerias pluviais, gestão, entre outros processos”, explica Julio Cesar.

SABER COMPRAR E DESCARTAR

Empresas ou pessoas que quiserem descartar qualquer tipo de lixo reciclável podem participar desse mutirão e sem desembolsar nenhum centavo por isso. Por meio de um sistema on-line, o doador pode acompanhar todo o passo a passo da transformação do lixo em remuneração para os ex-catadores e hoje agentes.


O ideal, porém, é juntar lixo suficiente para encher um saco de 50 litros. O próprio site orienta quanto ao que pode ou não ser reaproveitado. “Mas o primeiro desafio mesmo é aprender a consumir de forma consciente. A gente tem muita coisa em casa que fica esquecida, porque compra demais ou sem necessidade. Tem que ter consciência para comprar e descartar”, prega Julio Cesar.


Quer saber como entregar seu lixo ? Veja em MEXA-SE!

7 de dezembro de 2010

Engorda de plantas com CO2 retardaria aquecimento global

WASHINGTON (AFP) - Em um mundo com o dobro de CO2 na atmosfera, as plantas poderiam crescer melhor e auxiliar no esfriamento do planeta, mas não conseguiriam deter ou reverter as mudanças climáticas, anunciou a Nasa esta terça-feira.

Um dos maiores mistérios que os cientistas enfrentam no que diz respeito às mudanças climáticas é como projetá-las no tempo, particularmente em conta da reação da Terra a temperaturas mais quentes, um fenômeno conhecido como "feedback" (retroalimentação).

Sabe-se há tempos que as plantas - que usam dióxido de carbono (CO2), luz solar e água para crescer através da fotossíntese - são capazes de se adaptar a níveis maiores de dióxido de carbono (CO2), ao usar nutrientes de forma mais eficiente e gerar folhas de maior tamanho.

"Este processo é chamado 'regulação para baixo'. Este uso mais eficiente da água e dos nutrientes tem sido observado em estudos experimentais que podem conduzir a um crescimento maior das folhas", explicou a agência espacial americana em um comunicado.

Um estudo da Nasa, descrito na edição desta terça-feira da revista Geophysical Research Letters, calculou que as plantas conseguem reduzir a temperatura planetária em até 0,3º C.

No entanto, esta cifra fica muito abaixo da elevação de 2º a 4,5º C, prevista em diversos modelos sobre o aquecimento global.

1 de dezembro de 2010

Bunge lança cartilhas para conscientização ambiental

Como parte de suas ações de responsabilidade socioambientais, a Bunge* lançou recentemente duas cartilhas que abordam conteúdo sobre meio ambiente e sustentabilidade: a Pense Bem – Meio Ambiente e a Conscientização Ambiental.

Criada e desenvolvida em parceria com outras instituições ligadas ao grupo IPAS - Iniciativa Pró-Alimento Sustentável*, a publicação Pense Bem – Meio Ambiente relata que simples atitudes, como, por exemplo, a economia de água e luz e a coleta seletiva correta, contribuem para a preservação do meio ambiente – reduzindo a ocorrência de enchentes, poluição das águas e do ar e, até, o agravamento do efeito estufa. Seu conteúdo apresenta testes sobre o estilo de vida ecologicamente correto e dicas sobre como aplicar os princípios e conceitos dos 4Rs - Repensar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar – no dia a dia.

Já a abordagem da cartilha de Conscientização Ambiental reúne material didático, levantando a temática sobre o cumprimento da legislação ambiental no Estado. É dirigida ao produtor rural. Elaborada em parceria com o IAP - Instituto Ambiental do Paraná*, os textos têm linguagem acessível e aborda as relações entre a agricultura, o homem do campo e o poder público, abrangendo questões relacionadas a legislação florestal, áreas de preservação permanente e o uso e manejo dos recursos hídricos.

Cartilhas disponíveis para baixar em DOWNLOADS.